Salmo 39
Interior como Campo de Batalha
Salmo 39.1 “Eu disse comigo mesmo: ‘Guardarei os meus caminhos, para não pecar com a língua; porei mordaça à minha boca, enquanto os ímpios estiverem na minha presença.'”
Davi inicia o salmo apresentando um grande medo de pecar. Algo parecia provocá-lo e ele decidiu, com determinação, guardar os caminhos para se manter na contramão do pecado. Ele quer zelar pela forma com que anda ou por onde anda para não errar. A forma como ele pretende fazer isso é através de uma mordaça na boca e um controle de sua língua.
Charles Spurgeon entende que existe um certo exagero de Davi ao querer amordaçar sua boca, pois impediria até mesmo as palavras boas. O amordaçar é uma atitude de cortar o mal pela raiz, mas que, segundo o autor, tem tons de rabugice e o leva a outros erros.
Lembro-me durante a pandemia do COVID-19 que grandes navios de cruzeiro que apresentavam pessoas com sintomas eram obrigados a ficar ancorados em alto mar por um certo número de dias até que ninguém tivesse mais sintomas. Era uma quarentena imposta e ninguém poderia desembarcar. Davi fez o mesmo com o navio de sua alma quando identificou sintomas questionáveis, colocando seu coração em quarentena e nenhuma palavra poderia desembarcar até que tudo fosse inspecionado.
É uma atitude forte contra si mesmo. Por isso, existe uma perplexidade de Davi, talvez uma revolta por algo que esteja acontecendo, pensamentos céticos, confusos ou até mesmo um descontentamento com Deus. Até o momento, não é possível ter certeza, mas sabemos que era algo que acontecia quando estava na presença dos ímpios.
João Calvino, em sua interpretação dos originais, entende que estar na presença dos ímpios não era simplesmente o momento em que estivesse frente a frente com eles em uma conversa, mas Davi queria expressar algo mais. De forma bem abrangente pode ser aplicado o convívio na sociedade onde os ímpios ditam regras, exercem autoridade e até mesmo são exaltados a uma posição de honra. Sendo assim, a proposta de Davi é suportar com paciência, mesmo que em profunda tristeza, o tormento que estes causavam.
Salmo 39.2 “Emudeci em silêncio, calei a respeito do bem, e a minha dor se agravou.”
A atitude exagerada por revolta de Davi o faz cair em dois grandes problemas. O primeiro é o silêncio a respeito do bem ou, melhor, o silêncio até mesmo a respeito do bem para que pudesse evitar blasfemar e pecar. O segundo grande problema é que o silêncio aumenta a dor interna, já que desabafar é o melhor caminho para aliviar a alma humana angustiada.
O silêncio passa a ser um agravamento do mal e um obstáculo à cura. O silêncio é até mesmo o método mais seguro para gerar loucura. Há uma grande diferença entre frear a língua que deseja pecar e o silêncio emudecedor de Davi. É possível perceber que ele não queria falar nem com Deus, o que era indício de revolta. Com isso, aprendemos que a revolta é totalmente capaz de fazer um desejo santo se perder na maneira com que é aplicado.
As Comportas se Abrem
Salmo 39.3 “O coração me ardia no peito; enquanto eu meditava, um fogo se acendeu dentro de mim. Então eu disse em voz alta:”
É avassalador o que o silêncio faz no interior humano. A alma se debatendo, pensamentos como causa e consequência sem controle e nenhuma válvula de escape. Meditava sobre os ímpios, sobre o que faziam à sua volta, seu sucesso e exaltação, a forma como ele falhava miseravelmente com sua língua diante deles. A fricção e o atrito entre as meditações eram tão grandes, se debatendo nas paredes do coração, que geraram calor. Mas não um calor qualquer, um grande incêndio no interior de Davi.
As comportas precisam ser abertas ou a barragem vai se romper por inteira. Até que Davi fala. O que falaríamos nesse mesmo estado? Quais seriam nossas palavras? Qual a quantidade delas? Como e o que reclamaríamos ou pediríamos? Haveria tanto a ser falado e não seria possível contar as palavras, pois a revolta ainda estava ali. O risco de um pecado contra Deus era ainda maior após esse tempo todo de silêncio, pois Davi deixou acumular. Mas o que ele diz é surpreendente.
Salmo 39.4 “‘SENHOR, dá-me a conhecer o meu fim e qual é a soma dos meus dias (…)'”
Davi olha para o fim da sua vida e deseja conhecê-lo. Ele deseja saber quantos dias ainda restam para ele no tormento em que vive. Isso também é um sinal de descontentamento em Deus, pois não está encontrando forças nele para viver o agora e quer logo que o tempo se encerre. Por não saber lidar com o momento, quer fugir do tempo. Enfrentar o agora requer uma força que ele não está encontrando em Deus.
Se a vida dele é tão curta, porque Deus está agindo dessa maneira abandonando-o nessas dores? Se ele vai morrer logo, porque Deus está deixando acumular na cabeça dele um grande peso de misérias, falhas e sucessos da impiedade à volta dele? Que proveito ele teve em nascer, se passou boa parte do período de sua breve existência em tanta miséria e oprimido? Talvez essas perguntas sobre o tempo estejam sendo feitas, até mesmo de forma pecaminosa, por ele nesse momento em que pede saber quando tudo isso acabará.
Para Davi, olhar para o final dos seus dias poderia ser um santo remédio para alívio de suas dores. O salvo sabe que a morte é o fim das dores de seu bom combate e o momento prazeroso em que receberá seu galardão. Mas ele também sabia que conhecer quantos dias ainda teria de vida o faria sentir na pele a sua brevidade e isso poderia ser um segundo santo remédio para reconhecer sua fragilidade.
Salmo 39.4 “‘(…), para que eu reconheça a minha fragilidade.'”
Para os salvos, pensar no pouco tempo de vida que temos nos faz compreender que a dor tem fim, que um galardão está por vir e nos faz reconhecer nossa fragilidade para o hoje. Nada como pensar na morte para alinhar a realidade dentro de nós e interromper toda a revolta pecaminosa. E mesmo após alinhado, o pecado vai se encarregando, dia após dia, de turvar nossa visão a respeito das coisas e de ir adicionando ruídos em nossos pensamentos que nos iludem. Finalmente, caímos na vaidade de esquecer o próprio tempo.
Pai, Filho e a Mesma Conclusão
Eclesiastes 4.4 diz que “Então vi que toda fadiga e toda habilidade no trabalho provêm da inveja do ser humano contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento”. Por isso, Salomão, filho de Davi, também observando os ímpios e a opressão destes, conclui que toda a insaciabilidade deles vem de uma inveja contra o seu próximo. Trabalhar para conseguir o que o vizinho tem, mesmo que não seja o que precisamos de fato. Nesse processo desenfreado, tentarão alcançar o objetivo, custe o que custar, causando a dor que tiverem que causar.
A frustração de Davi não foi diferente da frustração de Salomão, pois ambos viram causas e consequências do homem que ignora seu tamanho e tempo. E a conclusão de Salomão também não foi diferente, pois ele mesmo se voltou para o tempo e para a morte e concluiu que era tudo vaidade como em Eclesiastes 3.19, dizendo que “Porque o mesmo que acontece com os filhos dos homens acontece com os animais: como morre um, assim morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida, e o ser humano não tem nenhuma vantagem sobre os animais. Porque tudo é vaidade.”.
Podemos até ter mais inteligência para fazer mais do que os animais. Podemos até mesmo ter mais premiações, medalhas e títulos a receber do que os animais. Criamos um sistema de vida mais robusto, com mais etapas a serem alcançadas do que qualquer animal. Mas, no fim, morreremos como os animais que nada possuem. A pergunta é: que vantagem existe na nossa vida?
O fato de nosso tempo ser limitado, breve e contado, tira de nós todas as forças de vivermos uma vida além de Deus. O homem pode até viver a vida se iludindo em prazeres fracos, mas a morte traz à tona a realidade. Não é à toa que esse foi o nosso castigo após nosso ato de rebelião no Jardim do Éden. O tempo contado com a morte como marcador é o cetro de Deus para nós. Qualquer coisa que queiramos fazer que tenha sentido, precisa estar em Deus que é eterno e garante o valor para além desta vida.
Tempo como Remédio
É, principalmente, quando os homens são castigados pelas adversidades e pelas impiedades que são levados a olhar para sua brevidade e reconhecer sua nulidade e fragilidade. As dores revoltosas de Davi o trouxeram até essa pergunta e, mesmo sem ter recebido uma resposta contendo o número de seus dias, o assunto da mortalidade humana foi usado pelo Espírito dentro de Davi para alinhar sua alma. Por isso, ele continua suas reflexões.
Salmo 39.5 “Deste aos meus dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da minha vida é nada. Na verdade, todo ser humano, por mais firme que esteja, pura vaidade.”
O salmista conclui que todos os breves homens não passam de uma espécie de vácuo na presença de Cristo, que é o Deus Eterno. Nem Davi e nem Salomão conheciam o Messias, pois ainda não havia vindo. Mas nós, no tempo em que estamos, sabemos que é Jesus Cristo e que ele é “(…) a imagem do Deus invisível (…)” como é dito em Colossenses 1:15. Além disso, vemos em João 1.1 que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, ou seja, Jesus é Deus. Por isso, para nós que sabemos o seu nome, devemos direcionar a nossa atenção para o tamanho de Jesus Cristo.
Qualquer homem, por mais idoso que seja, tem sua idade como nada na presença do Cristo Eterno. A vida humana nem é possível de ser medida usando quilômetros como medida, nem mesmo metros. O salmista que até aqui exagerava por revolta, diante da presença eterna de Cristo, não encontra forças para exagerar na medida da vida humana e só lhe resta falar de alguns palmos.
Se o alimento de pensar na brevidade humana é tão poderoso para alinhar as expectativas da alma, imaginem o que fará conosco quando for complementado pela dieta de pensar na eternidade de Deus. O exagero se esvai, os problemas parecem pequenos, as revoltas parecem infantis, os nossos pedidos soam arrogantes porque existe muito além de nós mesmos e de nosso próprio umbigo.
Salmo 39.6 “De fato, o ser humano passa como uma sombra. Em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem ficará com eles.”
Não são só os palmos que definem a vida humana, mas também as sombras. O Espírito Santo de Deus se move dentro de Davi, levando-o a exemplos do que sua vida de fato é, do tamanho da palma de uma mão a uma sombra que nem substância própria possui. Somos definidos como uma fútil exibição quando estamos perante a presença majestosa de Deus.
Por isso, qualquer ansiedade, inquietação, desejo de mais é vergonhoso. É como se pudéssemos muito por nossos sonhos, em tempo e em poder. Enquanto Jesus não pudesse fazer nada por nossos problemas, mesmo sendo eterno. Soamos assim como um orgulho vazio. O homem que não se vê é totalmente capaz de cair na vaidade de esquecer o tempo. Amontoa para si riquezas e ansiedades por mais riquezas, bem como problemas e preocupações por causa dessa jornada, jamais parando para pensar que seu tempo pode ser extinto a qualquer momento. É tanto acúmulo de riqueza acompanhado de preocupações, ou somente preocupações, que vive como se tivesse centenas de vidas.
É impactante a conversa que se pode ter com uma pessoa que recebeu a notícia de que seus dias estão no fim ou mesmo uma pessoa que passou pelo vale da sombra da morte. A maior preocupação dessas pessoas que é ainda teriam muita coisa para resolver aqui na terra e que seria importante terem mais tempo. A pergunta que devemos fazer é: Temos algo aqui que precisa mesmo de nós?
Alguns podem apontar que precisam cuidar de seus filhos, outros que precisam finalizar um grande projeto do seu trabalho, outros que precisam resolver as injustiças dentro de sua família e, por fim, ainda há aqueles que precisam arrumar a documentação da casa antes de morrer. A lista pode ser infinita, mas tudo isso precisa mesmo de nós? Realmente entendemos que tudo isso precisa de nós para ser resolvido? Somos realmente isso tudo? Seu filho só dará certo por causa da sua permanência aqui na Terra? A tal injustiça que você combate só se resolverá se você viver mais alguns anos trabalhando nisso? Os planos de Deus para sua família só darão certo se você estiver aqui?
Isso se chama ostentação cômica. Somos uma piada agindo assim. Esquecer do tempo é uma vaidade que nos leva a fazermos um papel infantil. Esquecer do tempo através de planos, excessos, vontades e ruídos quaisquer nos coloca em um sono seguro e ilusório de que conseguiremos. Quero lembrar a todos que Davi morreu e Israel continua existindo. Davi morreu, Salomão morreu e isso não impediu Jesus de vir à terra nos salvar. Davi morreu e os ímpios continuam em suas impiedades porque só vão parar quando o Senhor bater o martelo que chegar e voltar. O tempo de Davi se encerrou e o templo que ele tanto queria foi construído sem ele, porque os planos são de Jesus, que são eternos e para além de nós.
Entender sua fragilidade é importante através da sua brevidade. Entender o tamanho de Deus é importante através da reflexão da eternidade dele. Com isso, o tempo pode nos ensinar que nada depende de fato de nós para dar certo, mas sim de Deus, que é o único eterno e poderoso para tal. Se morrermos hoje, o sol nasce amanhã. O que somos afinal? Somos agraciados pela oportunidade de participar enquanto Deus quiser. Somos apenas ferramentas vivas no hoje, mas o poder, a durabilidade e a garantia vêm de Cristo.
Mesmo que amanhã morramos, os planos de Jesus Cristo continuarão dando certo, pois outras ferramentas e meios serão criados por ele. Por isso, enquanto tivermos vida, agradeçamos pela oportunidade até aqui. Sendo assim, um fardo é retirado de nós, pois querer controlar e fazer a história dar certo é um peso para alguém do tamanho de Jesus.
Efeitos do Antídoto
Salmo 39.7 “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.”
Como é poderoso refletir sobre o tempo! Davi volta ao estado de serenidade e solidez. Ele sai das murmurações revoltosas e retorna à sobriedade. O senso de si e da magnitude de Deus fazê-lo se perguntar: O que resta para alguém do tamanho do homem? Confiar em Jesus Cristo, que é Deus. Sendo assim, o que sua revolta anterior era? Desconfiança de Deus, por isso, pecado.
Salmo 39.8 “Livra-me de todas as minhas iniquidades; não permitas que os insensatos zombem de mim.”
Só resta a Davi pedir perdão. Ele estava cego sobre si, sobre Deus e falhou em sua revolta. Ele também reconhece e precisa de ajuda e pede a Deus que dê forças para que não perca mais seu controle e se torne motivo de zombaria. Outro grande efeito do remédio de pensar no tempo.
Ele entendeu que sua revolta o estava fazendo ser um péssimo testemunho aos insensatos, enquanto deveria estar admitindo sua fragilidade e mostrando total confiança no poder de Deus. Talvez seja esse o maior dos problemas do cristão quando se esquece do tempo. Enquanto se revolta com o entorno, se esquece do seu tamanho e do tamanho de Deus e retorna ao entorno um testemunho terrível de revolta e desconfiança.
Salmo 39.9-11 “9 Emudeço, não abro os lábios porque tu fizeste isso. 10 Tira de sobre mim o teu flagelo; pelo golpe de tua mão, estou perecendo. 11 Quando castigas alguém com repreensões, por causa do pecado, destróis nele, como traça, o que tem de precioso. De fato, o ser humano é pura vaidade.”
Davi compreende que Deus permitiu suas dores e as ações dos ímpios para levá-lo à reflexão de sua brevidade. As injustiças dos ímpios não são criadas por Deus, nem muito menos fazem parte do coração de Deus. Mas não quer dizer que Deus não use tudo isso para chegar à vontade de seu coração. Afinal, ele permitiu e usou a maldade dos judeus e a covardia do império romano para crucificar seu Filho e trazer salvação para nós.
Primeiramente, ele fica sem palavras, agora não mais por revolta, mas sim por compreender tudo. Deus permitiu tudo e, tendo pedido perdão e reconhecido seu estado, pede também que retire dele o que ele considera ser um castigo. É um castigo de um pai cuidando de seu filho, permitindo-lhe algumas quedas e dores para logo ensiná-lo definitivamente algo que mudará sua vida. Hebreus 12.6 nos diz que “(…) o Senhor corrige a quem ama e castiga todo filho a quem aceita”. Mas, mesmo sendo pai, é um castigo pesado ao ponto de levá-lo às últimas forças, se for necessário, porque a lição é muito importante.
De fato, o homem é pura vaidade. Às vezes, o homem está dentro de um castigo de Deus e é incapaz de perceber. Pelo contrário, quer fazer diferente com suas próprias mãos. Tão cego que não entende, mas a mão de Deus continuará sobre ele até que entenda, nem que seja por profundas dores.
Salmo 39.12-13 “12 Ouve, SENHOR, a minha oração, escuta-me quando grito por socorro. Não fiques insensível às minhas lágrimas, porque sou forasteiro diante de ti, peregrino como todos os meus pais o foram. 13 Desvia de mim o olhar, para que eu tome alento, antes que eu passe e deixe de existir.”
Davi não mais se põe como forte revoltado, mas agora como frágil necessitado. Volto a dizer, o tempo é um poderoso remédio se for refletido em vez de ser vaidosamente ignorado. Ele sabe que se que Deus queria a sua conclusão de fragilidade, expô-la era o caminho para sensibilizá-lo. Salmos 51.17 diz que “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus”. Também é possível citar em Mateus 5.3 na voz do próprio Cristo que “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”.
Um forasteiro diante de Deus ou um peregrino como todos os antepassados foram. Assim é caracterizado por Davi o breve homem diante de um Deus eterno, somando às sombras com tempo de alguns palmos. Isso não pode fugir de nossas mentes, até porque não temos tantos dias assim que justifique esquecermos de algo tão importante. Se esquecermos, é vaidade. Aquietemos os nossos corações olhando para a eternidade de Deus.
Referências
- CALVINO, João. Salmos. Edição de Franklin Ferreira, Tiago J. Santos Filho e Francisco Wellington Ferreira. Tradução de Valter Graciano Martins. Edição baseada na tradução inglesa de James Anderson, publicada por Baker Book House, Grand Rapids, MI, USA, 1998. 1. ed. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2009-2012. 4 v. (Série Comentários Bíblicos).
- SPURGEON, Charles Haddon. Os tesouros de Davi. 1. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2017.
Autor: Tássio de Oliveira Silva Auad
Imagem: Gleaners de Jean-François Millet