João 11.17-27
Introdução
João 11.17-19 “17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro já sepultado havia quatro dias. 18Ora, Betânia ficava a mais ou menos três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos dos judeus vieram visitar Marta e Maria, a fim de consolá-las por causa do irmão.”
A ressurreição de Lázaro é o sétimo milagre público operado por Jesus, realizado na última semana antes de ele ser preso e morto na cruz. Por isso, também é o último que ele realizou publicamente e a grandiosidade dos detalhes prova que foi o maior deles. Era o milagre que Cristo pretendia, de uma vez por todas, alimentar a fé dos seus e despertar a ira definitiva dos seus inimigos.
Não devemos concluir que esses muitos judeus que foram visitar Marta e Maria fossem amigos ou tivessem algum interesse favorável ao Senhor. Elas, sim, eram discípulas dele, mas o final da história nos mostra que alguns deles creram em Cristo e outros saíram para delatá-lo. Ou seja, o objetivo de Cristo foi alcançado com essa grande manifestação de poder.
João 11.45-48 “45 Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus havia feito, creram nele. 46 Outros, porém, foram até os fariseus e lhes contaram o que Jesus havia feito. 47 Então os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio e disseram: — O que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? 48 Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.”
O ódio mortal provocado às autoridades as fez se dispor a finalmente levar Jesus à morte. Uma grande conspiração é então tramada dos versículos 45 a 57 e, então, o que também era parte do plano principal: a morte dele por nossos pecados. Com isso, podemos perceber o tamanho do controle da história e do tempo que Cristo demonstra.
João 11.4-6 “4 Ao receber a notícia, Jesus disse: — Essa doença não é para morte, mas para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela. 5 Ora, Jesus amava Marta e a irmã dela, e também Lázaro. 6Quando soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.”
Não havia desespero ou ansiedade em Cristo, mas domínio sobre o tempo. Ao saber da doença do amigo que tanto amava e, apesar de saber que era para a morte, não correu. Pelo contrário, fez questão de esperar mais dois dias onde estava, pois tudo era para que o Filho de Deus fosse glorificado. Estava tudo dentro dos planos e o tempo não o influenciou. Mas Marta e Maria tinham fé de que Cristo estava no controle apesar do tempo? Nós temos fé o suficiente para crer que Cristo não está errando ao esperar mais dois dias? Nós conseguimos descansar até mesmo na morte, que interrompe o nosso tempo, se ela for para a glória de Jesus? A análise sugerida neste sermão é se nossa fé tem sofrido interferência por causa do tempo.
Interferências na Fé em Cristo
João 11.20 “Marta, quando soube que Jesus estava chegando, foi encontrar-se com ele; Maria, porém, ficou sentada em casa.”
A grande comissão nos impulsiona a nos preocuparmos com as almas ao nosso redor e nos movermos em busca delas em nossa rotina. Mas o mesmo interesse deve existir para aqueles que estão em nossos lares e em nossa família. Marta representa seu irmão em uma petição direcionada a quem ela tem fé, Jesus Cristo. Ela faz pelo seu irmão o que ele não tem condições de fazer, que é pedir socorro, e deixa aos pés de Cristo aquilo que ela não tem condições de realizar: ressuscitá-lo. Isto é, alterar a história e o tempo.
João 11.21 “Então Marta disse a Jesus: — Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido.”
O que temos feito com aqueles que não estão em condições de clamar? Reclamando da demora do Salvador chegar? Muitos repetem essa frase de Marta, entre a fé e a decepção, deixando transparecer que Deus está atrasado. Estamos reclamando até do silêncio do morto que não clama e o tempo está passando. É fácil ver como o tempo está envolvido e como sua contagem ansiosa nos cega e nos faz até mesmo cair na loucura de cobrar o morto de clamar por socorro ou o Deus Onipresente de atrasar. Enquanto isso, estamos parados vendo todo o cenário e ansiosos porque o tempo não para. Porque nós mesmos não saímos com urgência em busca do Salvador com nossas petições em voz alta?
A nossa fé está sofrendo interferências por causa do tempo. Junto de demonstrações de fé, trazemos uma ponta de decepção por causa do tempo que passou. Considerando que Marta ainda não tinha plena compreensão de que Jesus é o próprio Deus, uma frase nossa semelhante à dela é ainda mais perigosa. Para ela, Jesus era o Messias, o Filho de Deus, e isso já bastava para ela crer que ele poderia resolver a morte. Ainda mais profunda deveria ser a nossa fé que compreende que Jesus é Deus e, por isso, o tempo não o influencia.
Influência do Tempo
O ponto chave está em nós e em nossa fé, pois o tempo ao final não tem influência. A história de Lázaro nos ensina que o Senhor não se atrasa e que não importa quantos dias o morto assim está. Então, não é o tempo que importa, mas o quanto nós cremos ao dizer: Mesmo agora, tudo o que pedir ao Senhor, ele concederá.
João 11.22 “Mas também sei que, mesmo agora, tudo o que o senhor pedir a Deus, ele concederá. Todos nós temos ao nosso redor vários mortos.”
Qualquer coisa que não há mudança é porque está morta, de um relacionamento rompido a uma pessoa desviada. Notem que sempre julgamos o estado de morte desses cenários proporcional ao tempo. Olhamos para o irmão desviado há muito tempo como alguém morto, sem volta porque acumulou incalculáveis pecados em sua alma. Observamos um relacionamento rompido dentro das nossas famílias ou mesmo do corpo de Cristo e pensamos que já está assim há muito tempo e não tem mais volta, está morto. É tudo culpa do tempo que passou e acabou morrendo.
Podemos nos lembrar de nós mesmos e daquele pecado de estimação que estamos domesticando há anos e agora não acreditamos mais ser possível viver sem, afinal, são muitos anos de parceria com esse mal. Apontamos até mesmo a nossa idade dizendo que os cabelos brancos não permitem mais mudanças ou melhorias. Ou mesmo jovens demais para controlar seus impulsos. Estamos mortos, não temos mais como mudar e é tudo culpa do tempo que passou rápido demais.
Não Limita o Deslocamento
Todas essas histórias não passam de covardia nossa. Responsabilizamos ao tempo a culpa que deveria ser da nossa falta de fé. Vamos olhar, elemento a elemento, o problema em questão, a começar pelo próprio Deus, que tentamos culpar pelo atraso. Isaías 57.15 diz que “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo (…)”, ou seja, Deus vive fora do tempo.
O mesmo pode ser encontrado no Salmo 90.2 que afirma que “Antes que os montes nascessem e tu formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”, o que relaciona ele estar fora do tempo com sua imutabilidade. Sendo assim, o tempo não muda a Deus. Talvez um dos versículos mais memorizados para confortar os ansiosos que contam os dias e apontam atraso em Deus é 2 Pedro 3.8 que diz “Mas há uma coisa, amados, que vocês não devem esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos são como um dia”.
Não Limita o Poder
Se o problema não é Deus atrasado, então talvez seja o morto que está assim há muito tempo. Nem todos chegam à loucura de culpar o morto de não clamar pela ressurreição, mas todos costumam criticar o morto de deixar o tempo passar e chegar a esse ponto sem clamar. É possível imputar essa culpa ao morto, mas também não é um caso em que o tempo seja uma desculpa. Não importa se já está morto há 4 dias, Lázaro irá ressuscitar. Isso porque, assim como o deslocamento de Deus não é limitado pelo tempo para que se atrase, também o tempo não limita o seu poder nem a sua capacidade de reverter o quadro.
Em Eclesiastes 3.11 encontramos a afirmação de que “Deus fez tudo formoso no seu devido tempo. (…)”, ou seja, tanto a formosura do que foi feita quanto a precisão do tempo estão debaixo do controle de Deus. Não é um Deus que é capaz de fazer coisas formosas, mas que corre o risco de perder o tempo certo, da mesma forma que um mero homem perde o horário do ônibus.
O controle é tão profundo que Isaías 46.10 diz que “Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade revelo as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: o meu conselho permanecerá em pé, e farei toda a minha vontade.”, ou seja, a vontade de Deus vai acontecer e o tempo não tem influência.
Por fim, podemos citar Daniel 2.21 que diretamente diz que “É ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes”. Ou seja, o tempo não influencia o poder de Deus, inibindo ou limitando; pelo contrário, o poder de Deus é que influencia o tempo, conduzindo-o. Mesmo agora!
Contribui para a Glória
Deus usa o tempo ao conduzí-lo, principalmente, para gerar glória para si. O evangelista faz questão de mencionar o tempo de quatro dias da morte de Lázaro quando Jesus chegou para enfatizar a magnitude do milagre. Hendriksen explica que existia naquela época uma superstição no meio dos judeus, e que não era encontrada nas Escrituras, de que a alma de uma pessoa morta permanecia junto ao corpo por três dias com alguma esperança de uma nova união, só se separando após esse tempo por ver que a decomposição impediria. Por isso, o tempo de esperar quatro dias já eliminaria a possibilidade de Jesus apenas ter reatado a alma ao corpo, tendo que ser algo muito maior até para os supersticiosos.
Ressuscitar um homem após quatro dias de morto era inimaginável, apesar da superstição iludí-los que com dois dias seria possível. O já citado versículo 6, inclusive, mostra que Jesus fez questão de esperar mais dois dias em outro lugar para que Lázaro morresse e os tais quatro dias fossem completados. Tudo isso controlando e conduzindo o tempo para que o tempo descortinasse a glória que existe em seu poder. Se o tempo nos faz duvidar, o tempo é também o meio pelo qual Cristo irá nos fazer ficar assombrados com seu poder.
Eu sei! Sim, Senhor!
Dito tudo isso, resta compreender que o problema está na nossa fé. Marta profere frases de fé desde o início da interação com o nosso Senhor. Disse que sabia que o irmão não teria morrido se Cristo ali estivesse, ressaltando o poder de Cristo, mas também disse que mesmo depois de morto sabia que Jesus tinha poder para agir. As afirmações de muita fé não pararam:
João 11.23-24 “23 Jesus disse a ela: — O seu irmão há de ressurgir. 24 Ao que Marta respondeu: — Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia.”
Ela sabia? Ela afirma que o que Cristo estava dizendo já era parte do credo dela. O irmão ressuscitará junto com todos os mortos, como é afirmado em Daniel 12.2: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, outros para vergonha e horror eterno.”. O próprio Cristo já havia ensinado essa doutrina em João 5.28-29: “28 Não fiquem maravilhados com isso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a voz dele e sairão: 29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”.
Mesmo o conhecimento de uma doutrina tão graciosa e poderosa como essa pode ser abalada pelo tempo. Pois até a ressurreição precisa de um tempo. Um tempo longe do familiar ou amigo amado, um tempo de espera. A beleza dessa doutrina não deveria ser estremecida pelo tempo, mas nossa fraca fé permite isso. Até lá, como fica? Até chegar o momento de receber o novo corpo, muita coisa pode acontecer aqui nessa terra. Como se importasse algumas décadas de vida ao ponto de deixarmos para pensar depois algo tão profundo e rico como a ressurreição.
Mas a maior reviravolta acontece quando descobrimos que não é a ressurreição no último dia que Jesus estava se referindo ao dizer que Lázaro vai ressurgir. Comentaristas como Hernandes Dias Lopes e Willian Hendriksen e tantos outros afirmam que ele estava falando que Lázaro ressuscitaria naquele momento, mas que Marta oscila em sua fé e suprime isso jogando para o futuro. Ela sabia que Jesus já havia ressuscitado a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim e antes havia dito que “mesmo agora” Jesus poderia fazer algo pelo seu irmão. Porém, quando ele diz que faria, ela oscila e usa o tempo futuro porque é mais fácil de acreditar.
Nós também fazemos isso quando nossa fé é fraca, usamos o tempo futuro porque é distante e mais confortável e exige menos certeza. Em nossa fé fraca, o futuro é mais aberto, muita coisa pode acontecer até lá e o presente exige muita certeza porque precisa de uma mudança muito radical em pouco tempo. Mas, mesmo agora, ele pode fazer, Marta e irmãos. A fé é mais profundamente testada no hoje, apesar do hoje e “mesmo agora”.
É mais fácil acreditar que aquele irmão desviado permaneça assim hoje e que talvez um dia no futuro mude. Uma mudança hoje, em tão pouco tempo, é impossível. É mais confortável aceitar que você permaneça hoje com seus pecados e que até o futuro Deus vai te moldando, porque sua fé não permite que você acredite no extraordinário. Pensamos que aquele relacionamento rompido vai precisar de muito tempo para ser restaurado porque já passou muito tempo nesse estado. Mas o tempo para Deus não importa, não o influencia, não o limita e é ele quem comanda o tempo. Mesmo agora, em um estalar de dedos, todas as coisas podem mudar. Não use o futuro de muleta, não se esconda atrás do tempo, pois o Deus Eterno, fora do tempo, consegue ver a sua fé oscilando.
Quando o Cheiro Chega
João 11.25-27 “25 Então Jesus declarou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. 26E todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente. Você crê nisto? 27 Marta respondeu: — Sim, Senhor! Eu creio que o Senhor é o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo.”
Jesus é a ressurreição e a vida é a expressão central dessa passagem. É uma expressão totalmente permutável para: a ressurreição e a vida, isso é Jesus. Tanto a ressurreição quanto a vida estão radicadas e intrínsecas nele. Mas novamente o tempo pode surgir em nossos pensamentos e transformarmos essa ressurreição naquela prometida para o futuro. O poder para uma ressurreição futura dele e dos salvos não seria o mesmo para uma ressurreição agora? A vida que foi nos dada para esta terra e uma nova garantida para a futura não pode ser gerada mesmo agora?
Em nenhum momento Jesus disse que é a ressurreição e a vida futura, ele disse que é a ressurreição e a vida. A expressão “Eu sou” é proferida por Cristo sete vezes (6.35; 8.12; 10.9; 10.11; 11.25; 14.6; e 15.5) e sempre é acompanhada de atributos de Cristo e não ações temporais. São atributos eternos e que remetem ao próprio Deus, pois ele mesmo assim se autodenominou para Moisés em Êxodo 3.14 “(…) Assim você dirá aos filhos de Israel: ‘Eu Sou me enviou a vocês.'”. Eu sou é o nome pessoal de Deus revelado nas Escrituras e, por isso, podemos entender que o que segue ao nome são seus atributos. Sendo assim, não é algo ligado a uma ação pontual, mas o que ele é.
Na sequência, a pergunta das perguntas: Você crê nisso? Ela sabia da doutrina da ressurreição e agora afirma crer que Jesus é o Cristo da promessa de ressurreição. “Eu sei”, “Sim, Senhor!”, “Eu creio” e não faltam palavras para Marta expressar sua fé. Mas ela conhecia o Senhor além do tempo ou sua fé sofria interferência do tempo? Você crê que ele é o que é apesar do tempo? Você crê que ele é a vida ontem, será amanhã e mesmo agora ele é? É quando os frutos do tempo encostam na nossa pele e nos fazem sentir o seu peso. É no tempo, principalmente no hoje, que a fé é testada. Quando o cheiro do morto esbarra nas narinas de Marta e a faz sentir o peso do tempo, é nesse momento que vemos se ela realmente crê que ele é.
João 11.39-40 “39 Então Jesus ordenou: — Tirem a pedra. Marta, irmã do falecido, disse a Jesus: — Senhor, já cheira mal, porque está morto há quatro dias. 40 Jesus respondeu: — Eu não disse a você que, se cresse, veria a glória de Deus?”
A ordem foi dada de tirar a pedra, mas assim começa a maior provação da tal fé tão afirmada. Nada como algo que nos faça sentir o tempo para que caiamos na realidade e a nossa fé seja provada. As falas de fé de Marta até então não haviam sido provadas de fato pelo tempo. O “atraso” de Jesus até então tinha sido uma pequena prova, mas o cheiro trouxe a maior das provas do tempo. Quanto mais o tempo passasse, mais o cheiro ficaria insuportável e mais a fé seria provada.
Podemos falar que Deus pode restaurar o relacionamento e a vida do desviado, mas a prova é quando o vemos em situações imundas e pecaminosas repetidas vezes. Afirmamos crer na restauração de um relacionamento com alguém com quem tanto brigamos, mas logo em seguida ouvimos de novo uma grande ofensa por parte dessa pessoa e a prova da nossa fé na restauração chega. Nossos olhos e ouvidos podem fazer o mesmo que o nariz de Marta fez, trazer o peso do tempo e o sentimento de que não tem mais jeito. A repetição do erro, a velocidade com que o mal chega e demais elementos nos fazem sentir que o tempo prova nossa fé. Você realmente crê nisto que afirma? Apesar do tempo?
Conclusão
João 11.41-44 “41 Então tiraram a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: — Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me ouves, mas falei isso por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43 E, depois de dizer isso, clamou em alta voz: — Lázaro, venha para fora! 44 Aquele que tinha morrido saiu, tendo os pés e as mãos amarrados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então Jesus lhes ordenou: — Desamarrem-no e deixem que ele vá. “
Lázaro ressuscitou no tempo conduzido por Jesus enquanto esse mesmo tempo provava Marta. O tempo tanto é usado por Cristo para demonstrar sua glória quanto para provar a nossa fé. Se nossa fé oscila por causa do tempo, é justamente o tempo que será usado por Cristo como ferramenta para mostrar o seu poder e fortalecer a nossa fé. Deus não é limitado pelo tempo, pois está fora dele. Por isso, pode até mesmo usar o tempo a seu favor. O tempo é o meio e não uma barreira.
Mesmo agora, assim como foi ontem e assim como poderá ser daqui a alguns anos, o poder de Cristo pode trazer vida onde há morte. O Eu Sou pode trazer alegria aos relacionamentos rompidos e casamentos já sepultados. O Filho de Deus tem poder para reviver por ser ele mesmo vida. Creia, diga “Eu sei”, “Sim, Senhor!”, “Eu creio”, mas quando o mau cheiro surgir, não tema o tempo. Mesmo agora e para a glória de Cristo Jesus.
Referências
- HENDRIKSEN, William. João. Tradução de Jonathan Luís Hack. 2. ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2014. (Comentário do Novo Testamento).
- LOPES, Hernandes Dias. João: as glórias do Filho de Deus. Edição de Juan Carlos Martinez. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2015. (Comentários Expositivos Hagnos).
- SPURGEON, Charles Haddon. Milagres e parábolas do Nosso Senhor: a obra e o ensino de Jesus, em 173 sermões selecionados. Tradução de Miracles and Parables of Our Lord. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2016.
Autor: Tássio de Oliveira Silva Auad
Imagem: Shepherdess with her Flock de Jean-François Millet