John Murray e a Ordem da Aplicação da Redenção (Ordo Salutis)

John Murray, em Redenção Consumada e Aplicada, expõe a ordem da aplicação da redenção baseada na Escritura. Ele destaca que, embora os textos bíblicos não apresentem uma sequência explícita, há uma lógica na salvação. Romanos 8.28-30 estrutura a ordo salutis, iniciando na presciência e predestinação, passando pelo chamado eficaz, regeneração, fé e arrependimento, justificação, santificação e glorificação. A resenha critica a falta de conexão entre a ordo salutis e os elementos da obra de Cristo (expiação, redenção, reconciliação, propiciação, sacrifício), podendo dar a impressão de dois sistemas distintos. A base judicial da salvação, porém, está na obra consumada de Cristo.

John Murray e a Natureza da Expiação

John Murray, em Redenção Consumada e Aplicada, explora a expiação de Cristo, dividindo sua obediência em ativa (cumprindo a lei) e passiva (sofrendo a penalidade do pecado). Ele destaca que Cristo voluntariamente se submeteu à obediência até a morte. A obra sacrificial de Cristo é comparada ao sistema levítico, mas sua superioridade é evidenciada. A propiciação remove a ira divina, enquanto a reconciliação soluciona a alienação humana. A redenção, por fim, liberta da maldição da lei. Murray enfatiza o caráter jurídico da redenção e da reconciliação.

James P. Boyce e a Expiação de Cristo

O texto analisa diversas teorias sobre a expiação de Cristo, abordando as limitações e heresias cada uma dessas correntes apresenta. A teoria Sociniana defende que Deus pode perdoar sem sacrifício, enquanto outras como a do Meio e a da Influência Moral reconhecem o sacrifício de Jesus, mas não de forma substancial. A teoria Arminiana considera a morte de Cristo como disponível a todos, mas isso compromete a efetividade da salvação. A análise culmina ao ressaltar a importância da expiação como um ato eficaz e específico, destacando que a morte de Cristo não é apenas um caminho aberto, mas a verdadeira remissão de pecados.