O poema reflete a tensão entre a pressa do mundo moderno e o tempo divino da resposta. Contrapondo a urgência humana às demoras de Deus, o eu poético revela sua angústia diante do silêncio e da espera, até perceber que a resposta divina nunca falha — ela chega com sabedoria e precisão, não segundo o tempo humano, mas no momento exato determinado por Deus. O tempo, então, deixa de ser obstáculo e se torna servo da revelação, estendendo-se como um tapete por onde a Sabedoria divina entra, trazendo alívio, sentido e glória. A espera, redimida, é parte essencial do processo.
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O Pão de Cada Dia
“O Pão de Cada Dia” é uma poesia confessional que expressa a luta espiritual diária de quem caminha com Deus, mas sente o peso da distância, da vergonha e do cansaço. Em linguagem íntima e profunda, o eu poético reflete sobre o arrependimento recorrente, a dor que serve como instrumento de oração, e a esperança silenciosa na graça que sustenta. O poema termina com um clamor sincero para que o Espírito Santo não permita que o poeta permaneça como está, mas o transforme — mesmo que isso doa.