John Murray e a Ordem da Aplicação da Redenção (Ordo Salutis)

John Murray, em Redenção Consumada e Aplicada, expõe a ordem da aplicação da redenção baseada na Escritura. Ele destaca que, embora os textos bíblicos não apresentem uma sequência explícita, há uma lógica na salvação. Romanos 8.28-30 estrutura a ordo salutis, iniciando na presciência e predestinação, passando pelo chamado eficaz, regeneração, fé e arrependimento, justificação, santificação e glorificação. A resenha critica a falta de conexão entre a ordo salutis e os elementos da obra de Cristo (expiação, redenção, reconciliação, propiciação, sacrifício), podendo dar a impressão de dois sistemas distintos. A base judicial da salvação, porém, está na obra consumada de Cristo.

John Murray e a Extensão da Expiação

A seção analisada discute a questão central: por quem Cristo morreu? O autor argumenta que termos como “todo homem” e “mundo” nas Escrituras devem ser interpretados no contexto, evitando um entendimento literalista. Ele demonstra que textos como Hebreus 2.9 e Romanos 5.18 restringem a salvação aos eleitos, contrapondo-se à expiação ilimitada. Além disso, enfatiza que a expiação limitada mantém a eficácia da obra de Cristo, enquanto a visão universalista enfraquece sua eficácia. A resenha sugere reestruturar a ordem dos argumentos para maior clareza e destaca a exegese de 1 João 2.2 sobre a abrangência da salvação.

John Murray e a Natureza da Expiação

John Murray, em Redenção Consumada e Aplicada, explora a expiação de Cristo, dividindo sua obediência em ativa (cumprindo a lei) e passiva (sofrendo a penalidade do pecado). Ele destaca que Cristo voluntariamente se submeteu à obediência até a morte. A obra sacrificial de Cristo é comparada ao sistema levítico, mas sua superioridade é evidenciada. A propiciação remove a ira divina, enquanto a reconciliação soluciona a alienação humana. A redenção, por fim, liberta da maldição da lei. Murray enfatiza o caráter jurídico da redenção e da reconciliação.

John Murray e a Necessidade de Expiação

John Murray, em Redenção Consumada e Aplicada, fundamenta a expiação no amor soberano de Deus. Ele contrasta duas perspectivas: a Necessidade Hipotética, que aceita outros meios possíveis para a redenção, e a Necessidade Consequente, mais alinhada à teologia protestante, que afirma a necessidade do derramamento de sangue. O autor usa Hebreus 9 para reforçar essa necessidade, argumentando que a justificação exige um sacrifício eficaz. Ele conecta salvação e justificação ao caráter jurídico da redenção, apontando que apenas em Cristo há plena satisfação da justiça divina.

James P. Boyce e a Expiação de Cristo

O texto analisa diversas teorias sobre a expiação de Cristo, abordando as limitações e heresias cada uma dessas correntes apresenta. A teoria Sociniana defende que Deus pode perdoar sem sacrifício, enquanto outras como a do Meio e a da Influência Moral reconhecem o sacrifício de Jesus, mas não de forma substancial. A teoria Arminiana considera a morte de Cristo como disponível a todos, mas isso compromete a efetividade da salvação. A análise culmina ao ressaltar a importância da expiação como um ato eficaz e específico, destacando que a morte de Cristo não é apenas um caminho aberto, mas a verdadeira remissão de pecados.