Este texto é uma narrativa reflexiva sobre Marisa, uma jovem que entrou para a igreja em busca de comunhão, bons costumes e aceitação social. Envolvida com ministérios e amizades, sua jornada revela uma ausência crucial: o verdadeiro conhecimento de Cristo. A história denuncia como atividades religiosas podem mascarar um coração não regenerado e alerta para o perigo de uma fé superficial. É um chamado à autoconfrontação: sem novo nascimento, tudo se desfaz. Ao final, resta a única verdade que sustenta e transforma — só Cristo importa.
Arquivos do autor:Tássio Auad
Entre a Inveja de Eclesiastes e a Providência de Cristo
Este texto contrapõe a busca moderna por sucesso — marcada por inveja, comparação e jugo emocional — à confiança na providência de Cristo. Com base em Eclesiastes 4.4, mostra como o desejo de sobrepor o próximo consome o homem, afastando-o de Deus e tornando o sucesso um ídolo ciumento. Em contraste, a providência divina entrega bênçãos com leveza e justiça. O texto não condena o trabalho ou a riqueza, mas a motivação pecaminosa e a incredulidade que muitas vezes os acompanham. Chama o cristão a trabalhar com diligência, desenvolver talentos, rejeitar comparações e crer que o salário vem de Cristo.
Humildade Cristã e o Mundo Corporativo
Este texto propõe uma reflexão sobre o papel do cristão como provedor em um mundo corporativo que exalta a autopromoção e despreza a humildade. Aponta o dilema enfrentado pelos cristãos ao tentarem conciliar a fé com as exigências de crescimento profissional, destacando que a verdadeira provisão vem de Deus. O sucesso pode até ser alcançado, mas somente se vier sem a ruptura dos princípios cristãos. A humildade, longe de ser fraqueza, é uma força espiritual que conecta o homem à providência divina e o mantém fiel ao seu chamado, mesmo em um mercado que valoriza a imagem acima do caráter.
A Hora da Resposta
O poema reflete a tensão entre a pressa do mundo moderno e o tempo divino da resposta. Contrapondo a urgência humana às demoras de Deus, o eu poético revela sua angústia diante do silêncio e da espera, até perceber que a resposta divina nunca falha — ela chega com sabedoria e precisão, não segundo o tempo humano, mas no momento exato determinado por Deus. O tempo, então, deixa de ser obstáculo e se torna servo da revelação, estendendo-se como um tapete por onde a Sabedoria divina entra, trazendo alívio, sentido e glória. A espera, redimida, é parte essencial do processo.
O Pão de Cada Dia
“O Pão de Cada Dia” é uma poesia confessional que expressa a luta espiritual diária de quem caminha com Deus, mas sente o peso da distância, da vergonha e do cansaço. Em linguagem íntima e profunda, o eu poético reflete sobre o arrependimento recorrente, a dor que serve como instrumento de oração, e a esperança silenciosa na graça que sustenta. O poema termina com um clamor sincero para que o Espírito Santo não permita que o poeta permaneça como está, mas o transforme — mesmo que isso doa.
Perseverança dos Santos segundo John Murray
John Murray, em *Redenção Consumada e Aplicada*, ensina que a perseverança dos santos não significa que todos os que professam fé sejam salvos, pois é possível demonstrar sinais externos de fé sem uma conversão genuína. A parábola do semeador ilustra essa verdade, mostrando que somente aqueles enraizados em bom solo permanecem. A perseverança na santidade é um sinal da salvação verdadeira e ocorre pelo poder de Deus. Embora os salvos possam enfrentar períodos de apostasia, sempre retornarão. Cristo garante que nenhum eleito se perderá, pois sua obra assegura que todos os justificados serão glorificados.
Santificação na Visão de John Murray
John Murray, em Redenção Consumada e Aplicada, explica que o chamado eficaz e a regeneração são atos divinos que libertam o homem do domínio do pecado, mas não removem sua presença. A santificação, por sua vez, é um processo contínuo conduzido pelo Espírito Santo, no qual o crente luta contra o pecado, que agora é um inimigo sobrevivente, não mais reinante. O autor enfatiza que a santificação não ocorre por técnicas humanas, mas pela obra do Espírito, à qual o crente deve responder ativamente. A vitória sobre o pecado será plena apenas na glorificação final.
A Adoção Segundo John Murray
John Murray, em Redenção Consumada e Aplicada, enfatiza que os elementos da ordo salutis estão relacionados, mas não são causas automáticas uns dos outros. Ele explica que a adoção não é uma consequência inevitável da regeneração e justificação, mas uma graça adicional de Deus. A adoção é um ato jurídico pelo qual Deus concede o status de filhos aos salvos (Jo 1.12-13), sendo distinta da obra do Espírito Santo. Murray diferencia a paternidade universal de Deus na criação da paternidade especial na redenção, destacando a exclusividade desse título na relação com o Pai dentro da Trindade.
A Justificação Segundo John Murray
A justificação do homem, segundo as Escrituras, não vem por esforços religiosos, mas exclusivamente pela graça de Deus. O autor explica que essa justificação é um ato jurídico, onde Deus declara justo aquele que não é, com base na imputação da obediência perfeita de Cristo. A fé, embora necessária, não é a base da justificação, mas o meio pelo qual nos apropriamos da justiça de Cristo. Qualquer tentativa humana de se justificar falha, pois a justiça verdadeira só é encontrada em Cristo. A graça de Deus não leva à frouxidão moral, mas a uma fé viva que produz frutos.
John Murray, o Chamado Eficaz e a Regeneração
O chamado eficaz é o ato soberano de Deus que inicia a salvação, distinto do chamado universal do evangelho. Esse chamado não depende da resposta humana, mas é irresistível e conduz à conformidade com Cristo. Deus é o agente desse chamado, tornando-o irrevogável. A regeneração, realizada pelo Espírito Santo, transforma o homem morto em pecados, tornando-o apto a responder ao chamado. Esse novo nascimento é um ato soberano e misterioso, não sendo mediado pelo batismo, mas pela obra do Espírito. O autor reforça que a regeneração é a fonte das demais graças salvadoras e essencial para a redenção.